quinta-feira, 5 de novembro de 2009

NEGA TER AMEAÇADO INCENDIAR O PAÍS DHLAKAMA DÁ O DITO POR NÃO DITO

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, negou ontem ter ameaçado incendiar o país, caso os resultados eleitorais não fosse justos e transparentes.
Em relação aos seus pronuncia¬mentos do dia 29, segundo os quais iria incendiar o país, caso os resul¬tados destas eleições não fossem justos, Dhlakama, já moderado e cauteloso, deu o “dito por não dito”: “Eu não disse que iria incendiar o país, eu disse que Moçambique vai ser incendiado. Isso significa que, ao mobilizar esta gente, suponha¬mos, para fazer uma manifestação, a polícia vai disparar e Moçambique estaria a ser incendiado. Não disse que vou pegar fogo para incendiar, não sou disso, poderia ter feito em 1994, 1999 e 2004”. Acrescentou que, “de facto, se não houver bom senso, diálogo para se chegar a uma solução, esta gente vai incendiar o país. Só pelo facto de eu estar aqui, este local está cheio, imagine se eu subir neste carro e dizer: “gente, vamos manifestar.” O que vai acon¬tecer aqui?
Fonte: o país online
Ps. Ainda perdem tempo com o General Dhlakama

DIVISÕES ENTRE DOADORES COM OBSERVADORES APANHADOS NO MEIO

A missão de observadores da UE foi apanhada no meio. O grupo de apoio ao orçamento G19, em Setembro tinha assumido uma posição muito firme contra a exclusão do MDM, emitindo uma declaração e pedindo o encontro urgente com o Presidente Armando Guebuza e o Presidente da CNE João Leopoldo da Costa. Estes doadores procuraram o apoio dos observadores da UE.
Na quinta-feira a seguir às eleições, a chefia da missão de observadores da UE ficou sob pressão dos dois lados durante a redacção da declaração preliminar. Dum lado, o grupo de membros do Parlamento Europeu, onde a maioria eram portugueses, queria que a declaração fizesse altos elogios às eleições.
Do outro lado, os chefes das missões europeias mais a Noruega, Suiça e Canadá, encontraram-se com a chefia da missão de observadores da UE num encontro que por vezes se tornou azedo, com alguns embaixadores dos paises nórdicos a dizerem que os observadores da União Europeia estavam a ser muito complacentes com a CNE sobre a exclusão do MDM.
Fonte: BPPM 32, de 05 de Novembro de 2009

Ps. Isso mostra que o grupo Todd Chapman e Cª quer se imiscuir nos assuntos internos de Moçambique e que o MDM está a reboque de agendas externas.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ELEIÇÕES GERAIS - DERROTADOS DEVEM FELICITAR O VENCEDOR - APELA OBSERVATÓRIO ELEITORAL

O OBSERVATÓRIO Eleitoral, na voz do respectivo presidente, Brazão Mazula, apelou ontem aos candidatos que saírem derrotados das eleições presidenciais de 28 de Outubro para que assumam uma postura e dignidade de felicitarem pessoalmente o concorrente vencedor, logo que os resultados oficiais da votação forem anunciados.

Fonte: Notícias, 5 de Novembro de 2009

PS. Espanta-me que nenhum dos bloguistas da oposição se dignou a escrever uma única linha felicitando o partido vencedor.
Recordo-me que aquando das eleições autárquicas, o candidato da Frelimo ao nível da Cidade da Beira, Lourenço Bulha, convocou uma conferência de imprensa onde reconheceu os resultados e parabenizou o candidato vencedor...isso ocorreu logo que foram lançadas as primeiras projecções.

Será caso para dizer que falta algum civismo e espírito de fairplay ao nível da nossa oposição?

RELATÓRIO PRELIMINAR DOS OBSERVADORES DA UNIÃO EUROPEIA DÁ NOTA POSITIVA A FORMA COMO DECORREU A VOTAÇÃO, CONTAGEM E APURAMENTO

De um modo geral, TODO O MATERIAL NECESSÁRIO PARA A VOTAÇÃO E OS OFICIAS DE VOTAÇÃO ESTAVAM PRESENTES NO MOMENTO DE ABERTURA para assegurar que a votação iniciava à hora marcada e a votação começou, na maioria das mesas de voto, de acordo com o horário estabelecido. No geral, A VOTAÇÃO DECORREU DE UMA FORMA CALMA E O PROCESSO FOI BEM ORGANIZADO. OS PROCEDIMENTOS DE VOTAÇÃO, EM 88% DAS MESAS DE VOTO VISITADAS PELOS OBSERVADORES DA UNIÃO EUROPEIA FORAM CLASSIFICADOS COMO BONS OU MUITO BONS. Os oficias de votação estavam empenhados e em geral actuaram de forma profissional nas mesas de voto visitadas. EFICIÊNCIA NO FLUXO DE VOTANTES NAS MESAS DE VOTO, O USO DE CONTROLO E OFICIAIS DE SEGURANÇA E O SEGREDO DE VOTO, FORAM OUTROS ASPECTOS AVALIADOS PELOS NOSSOS OBSERVADORES COMO BONS E MUITO BONS em 95% das mesas de voto visitadas. Os observadores da União Europeia fizeram uma avaliação muito positiva da administração. Imediatamente após o encerramento da votação, iniciou-se a contagem em todas as mesas de voto perfeitamente à vista dos fiscais de partidos políticos e dos observadores. A CONTAGEM, que se prolongou durante a noite, em todo o país, FOI MAIORITARIAMENTE CONDUZIDA NUM AMBIENTE DE CALMA E ORDEM. Em alguns casos as condições eram difíceis, por exemplo, devido às fracas condições de iluminação. No total, abertura das mesas de voto, votação, encerramento das mesas de voto e contagem foram efectuadas de acordo com os procedimentos. A MOE UE continua a observar a agregação de resultados e seguirá o processo de quaisquer reclamações e recursos antes de pronunciar as suas conclusões finais.
EU Election Observation Mission – Moçambique 2009 Preliminary Statement
Presidential, Legislative and Provincial Assembly Elections
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A MOE UE DESEJA EXPRESSAR O SEU AGRADECIMENTO AO GOVERNO DE MOÇAMBIQUE, À COMISSÃO NACIONAL DE ELEIÇÕES, AO SECRETARIADO TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO ELEITORAL E SOCIEDADE CIVIL, ASSIM COMO AO POVO DE MOÇAMBIQUE PELA SUA COOPERAÇÃO E ASSISTÊNCIA PRESTADA NO DECURSO DA OBSERVAÇÃO. A MOE UE também agradece à Delegação da União Europeia em Moçambique e às missões diplomáticas dos países membros em Moçambique pela assistência prestada durante o processo.
Contacto: Fernanda Abreu Lopes
Missão de Observação Eleitoral da União Europeia em Moçambique
Afrin Hotel (1° Andar) Rua Marquês de Pombal, N° 56 Maputo
Tel: (+258) 21 301781/2/4/7
Fax: (+258) 21 301788 email: info@eueom-mozambique.eu website: www.eueom-mozambique.eu

Ps. 1. O SUBLINHAR É DA MINHA INTEIRA RESPONSABILIDADE.
2. O AGRADECIMENTO EXPRESSADO EM RELAÇÃO AO GOVERNO DE MOÇAMBIQUE, A CNE E AO STAE, MOSTRA QUE ESSAS INSTITUIÇÕES TUDO FIZERAM PARA CONDUZIR ESTE PROCESSO DUMA FORMA JUSTA, LIVRE E TRANSPARENTE. REALCE-SE QUE OS OBSERVADORES DA UE ESTÃO EM MOÇAMBIQUE A CONVITE EXPLÍCITO DO GOVERNO DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE.
3. O SR. TODD CHPMAN DEVE ESTAR DESGASTADO COM ESSE RELATÓRIO.

PRESIDENTE CAVACO SILVA FELICITA O CANDIDATO PRESIDENCIAL DA FRELIMO

Nessa conversa telefónica o Presidente português desejou sucessos ao seu homólogo e sublinhou ainda que as eleições do dia 28 de Outubro constituíram uma eloquente demonstração do espírito cívico do povo moçambicano e do seu apelo à democracia, bem como um sinal de esperança que deposita no futuro do seu país.

Fonte: /www.frelimo.org.mz/

Ps. as declarações do Presidente Português juntam-se a de vários observadores nacionais e estrangeiros que não pouparam elogios a forma como decorreu o processo eleitoral em Moçambique.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

ELEIÇÕES GERAIS - Frelimo e Guebuza virtuais vencedores

A FRELIMO, nas legislativas, e Armando Guebuza, nas presidenciais, são os virtuais vencedores das eleições de 28 de Outubro último quando estão contabilizados os votos de pouco mais de 85 por cento das 12 804 mesas nos 13 círculos eleitorais que compreendem as 11 províncias, mais a África e a Europa. Uma vez concluído o processo de apuramento provincial, cujos dados são divulgados a partir de hoje, segue-se a centralização da informação para a Comissão Nacional de Eleições que tem quinze dias, contando da data das eleições, para anunciar os resultados.
Com efeito, quando estavam processadas 11 357 mesas de um total de 12 595 (89,43 por cento) o candidato presidencial da Frelimo, Armando Guebuza somava 2 624 564 votos (76,25 por cento), Afonso Dhlakama com 513 746 votos (14,93%25). Daviz Simango 303 585 (8,82 por cento).
As províncias cujo apuramento já atingiu 100 por cento, são nomeadamente as de Inhambane, Maputo e Manica que dão vitória à Frelimo e ao seu candidato. As restantes províncias atingiram já um nível de processamento que varia de 69,59 (Tete) a 99,69 por cento (Sofala).
Dos dados referentes à província de Inhambane nas eleições para a presidência, Armando Guebuza somou 233 090 votos (86,51 por cento), quando tinham sido escrutinadas a totalidade de 868 mesas. Segue Daviz Simango que totalizou 20 809 votos (7,72 por cento) e Afonso Dhlakama com 15 526 (5,76 por cento). Na mesma província, o partido no poder soma para a Assembleia da República 207 989 votos (82.37 por cento), contra 18 991 do maior partido da oposição nacional (7,52 por cento).
No círculo eleitoral de Manica e numa altura em que foram já processadas a totalidade das 847 mesas, a Frelimo figura em primeiro plano contando com 181 727votos (70,76 por cento) e a Renamo com 63 774 votos (24,83 por cento). Armando Guebuza ganha com 183 011 votos (70,15 por cento), Afonso Dhlakama em segundo lugar com 58 222 votos (22,32 por cento) e Daviz Simango na terceira posição com 19 663 votos (7,54 porcento).
Na província do Maputo, quando estavam escrutinadas um total de 848 mesas (100 por cento) Armando Guebuza arrecadou um total de 227.425 votos seguido de Daviz Simango com 26 577 votos (10,02 por cento) e Afonso Dhlakama com 11 322 votos. A Frelimo ficou com 230 551 votos (88 por cento) a Renamo 21 103 (8,07 por cento).
Dados do maior círculo eleitoral, Nampula, onde já tinham sido contabilizados pouco mais de 90 por cento das mesas (1958), Armando Guebuza continua o candidato mais votado com 31 4851 votos (68,82 por cento) seguido de Afonso Dhlakama com 116 442 votos (25,45 por cento) e Daviz Simango com 5,73 por cento da tendência, correspondente a 26 231 votos. Nas legislativas, a Frelimo assume a liderança com 360 638 votos e a Renamo com 151 981 (27,89 por cento).
A mesma tendência de voto foi manifestada pelos moçambicanos no resto do país. Dados referentes a África, do círculo eleitoral do estrangeiro, dão conta que quando estavam apuradas 69,07 por cento de um total de 97 mesas, o candidato da Frelimo seguia em frente com um total de 38 339 votos, seguido de Dhlakama com 685 e Simango com 651. A Frelimo monopolizou a atenção dos votantes que depositaram a seu favor um total de 35 285 votos (92,02 por cento), seguido da Renamo com 2 636 (6,87).
No resto do mundo a Frelimo arrecadou na totalidade das sete mesas, 630 votos (84,79 por cento) e a Renamo 63 (8,48 por cento). O candidato da Frelimo arrecadou 598 votos, Daviz Simango 136 e Dhlakama 24.

Fonte: Notícias de 2 de Novembro de 2009

PS: A criação do MDM serviu para fragmentar a oposição e fortificar a Frelimo.

Nunca antes a Frelimo tinha vencido em todo o território nacional...espantam-me a vitória da Frelimo em Sofala no geral e em particular em Maríngué (base da Renamo) e Machanga (terra natal do Daviz)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

GERAÇÃO DA VIRAGEM

O presidente Guebuza apelidou, no passado dia 6 de Outubro de 2009, a geração actual que com os seus próprios meios e inspirados nas gerações anteriores, as de 25 de Setembro e 8 de Março, estão a mudar Moçambique.

Uma geração que se engaja na luta contra a pobreza absoluta e é grata por aquilo que o povo lhe dá e busca formas de recompensá-lo. Uma geração que está consciente de que se pode armar de conhecimentos que adquiriu na escola para fazer a sua parte na resolução dos problemas da nação e combate ao espírito de mão estendida.

Para Guebuza, esta geração quebrou o mito de que o Jovem formado só pode ir trabalhar no campo depois de satisfeitas as condições materiais “superfulas”.
Graças a geração de viragem aumentou o número de médicos e magistrados nos distritos, o que contribuiu para o melhoramento qualitativo da administração da justiça e dos serviços de saúde para a população rural.

Sinto-me orgulhoso por fazer parte da geração da viragem.

Nuno Amorim