sexta-feira, 18 de setembro de 2009

MDM AUTO-EXCLUIU-SE DO PROCESSO

Tem-se dito e escrito muita coisa em torno da exclusão do MDM de 9 dos 13 círculos eleitorais.

Após várias leituras e tendo em conta do sucesso recente do MDM que decorreu da estratégia de vitmização do seu lider, cheguei a conclusão que a exclusão do MDM dos nove círculos eleitorais foi resultado duma estratégia programada.

O MDM prevendo a pesada derrota que sofreria em tais círculos eleitoras, em função da fraca representatividade ao nível nacional, decidiu desorganizar os processos e remete-los fora do prazo.

Eles sabiam que assim seriam excluídos e já poderiam aparecer a dizer que foram excluídos pelo Partido Frelimo, através da CNE. Apareceriam mais uma vez, a vista do eleitor, como um coitado. Tentado mais uma vez rogar pela caridade do povo Moçambicano.

Repare-se que nas províncias como, (Sofala, Maputo-Cidade, Niassa e Inhambane), onde achavam que teriam alguma predominância, os processos foram correctamente organizados e remetidos dentro dos prazos.

Se olharmos para o alarido que se criou com a exclusão do MDM reparamos que renasce com este, o sentimento de vítimização, que acompanhou o seu líder desde a sua expulsão da RENAMO, onde não se olha para o facto deste ter pisado ou não a bola, mas sim, para uma vítima, logo, inocente, frágil, por acarinhar, que deve encontrar o alento do povo quando supostamente pisado por grandes.

Orgulhosamente Moçambicano
Nuno Amorim

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

As Gaffes do Venâncio Mondlane

A STV promoveu um debate onde os painelistas eram o Venâncio Mondlane, Alberto Nkutumula e Pedro Muiambo, com a moderação do irreverente Jeremias Langa. O móbil do debate era analisar as eleições 2009, com o particular enfoque para a exclusão dos partidos políticos.
O Venâncio, no seu estilo característico - que levou os académicos a apelidarem-no de INTELECTUAL HOLOCAUSTICO - foi cometendo gaffes atrás de gaffes, chegando ao cúmulo de dizer que NÃO HAVIA NENHUM ARTIGO QUE EXCLUÍA UM CADASTRADO DE CONCORRER A ASSEMBLEIA DA REPUBLICA. Com a arrogância característica, tentou enganar aos telespectadores com o artigo que fala da inelegibilidade dos candidatos...esqueceu-se que havia um artigo que falava do eleitor passivo. Provavelmente a sua formação inicial justifique tamanha aberração.

O Dr. Nkutumula, na sua habitual calma, fez-lhe consultar o artigo que fala do eleitor passivo e o Venâncio meteu o “rabinho” entre as pernas...Parecia que estavam a dar aulas de direito ao Eng. Venâncio, chegou a meter pena ver-lhe a banalizar-se.

Nuno Amorim

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CAI MASCARA DE DAVIZ SIMANGO

O QUE O PRESIDENTE DO MDM FEZ FOI VIR PROFERIR AMEAÇAS, UMA POSTURA QUE NÃO ESPERAVA QUE UMA PERSONALIDADE DO SEU CALIBRE PUDESSE TER – LEOPOLDO DA COSTA, PRESIDENTE DA CNE

Beira (O Autarca) – Já nos diziam os mais velhos que a ambição quando é desmedida transforma o homem num selvagem. Não foi o que propriamente aconteceu com Daviz Simango, mas o facto de o Presidente da Comissão Nacional de Eleições, o respeitado académico Leopoldo da Costa, um homem de carácter puro humilde, inteligente, refere publicamente que não esperava de uma personalidade do calibre de Daviz Simango a postura que deixou ficar, no mínimo isso remete-nos a uma reflexão sobre quem de facto o Presidente do MDM é. Na nossa modesta opinião, seria intolerante, de facto, a postura de Daviz Simango, sem com isso pretender-se menosprezar a sua preocupação, se não mesmo, inquietação. É que independentemente da razão ou não, para uma pessoa com tanta ambição como a de ser Presidente da República, no mínimo exige-se civismo sobretudo em fóruns públicos como aconteceu o encontro com o Presidente da Comissão Nacional de Eleições. Acrescentando, deve ter equilíbrio emocional. Agora, essa de solicitar encontro com a figura máxima da CNE e chegar lá não ter a calma e paciência necessária, limitando-se a descarregar a sua raiva sem tempo para ouvir a outra parte, abandonar a sala de audiência sem cortesia, no mínimo isso revela falta de educação.
Daviz Simango já foi tratado varias vezes pela imprensa pela violação sistemática das normas de Estado, desobediência, arrogância e usurpação de poderes até superiores. Esperava-se a descontinuidade desse comportamento, mas não é o que esta a acontecer.
Cada vez mais grosseiro. Isso envergonha-nos como beirenses, porquanto ele e o maior da autarquia. Ao desenhar o seu projecto politico, já devia ter a noção de que nem tudo lhe seria pêra-doce, como aconteceu quando foi expulso da Renamo por desobediência e venceu as eleições na Beira._(FC)

Fonte: jornal autarca, 10 de Setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

CNE coloca partidos desorganizados fora do pleito

A Comissão Nacional de Eleições(CNE) publicou, no último fim-de semana, a lista dos partidos apurados e rejeitados para concorrerem às eleições Legislativas e Provinciais de 28 de Outubro próximo.
Nesta ordem, apenas as duas maiores forças política do país, a Frelimo e a Renamo, respectivamente é que concorrem em todos os círculos eleitorais, a saber:Cidade de Maputo, Maputo, Gaza, Inhambane, Manica, Zambézia, Tete, Nampula, Niassa, Cabo Delgado, África e Europa.
O Movimento Democrático de Moçambqiue(MDM), do actual edil do Chiveve, Deviz Simango apenas concorre em quatro círculos, ou melhor, em Maputo Cidade, Inhambane, Sofala e Niassa.

Fonte: Vertical, Maputo terça-feira 08.09.2009 Nº 1901

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

CONFRONTOS POLÍTICOS REGISTADOS SEGUNDA-FEIRA EM MILANGE

(Maputo) Os maiores partidos políticos em Moçambique, a Frelimo e a Renamo, estão desde segunda-feira, a trocar acusações sobre a génese dos confrontos políticos que tiveram lugar no início desta semana, no posto administrativo de Majaua, distrito de Milange, província da Zambézia.
Num verdadeiro jogo de cada contendor puxar a sardinha para a sua brasa, a Frelimo diz que o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que em visita à província da Zambézia passou segunda-feira por Milange, incitou claramente os seus membros a protagonizar actos de violência contra os membros da Frelimo.
Entretanto, o porta voz da Frelimo, Edson Macuacua, não conseguiu explicar como é que os membros da Frelimo apareceram nas proximidades onde a Renamo estava a realizar o seu comício.
Este é o ponto de argumento da Renamo que considera que os membros e simpatizantes da Frelimo foram ao local onde estava a decorrer o comício de Afonso Dhlakama simplesmente para provocar, o que, resultou em confrontos entre as duas partes. A Frelimo chegou mesmo a acusar o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, como tendo disparado ao ar, em frente da sede da Frelimo em Milange. Em resultado dos confrontos, um total de 8 pessoas, das quais duas em estado grave, contraíram ferimentos.(R)

Fonte: Mediafax, 02.09.09

NOTA POSITIVA PARA O PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA

Juristas dão nota positiva ao desempenho do PGR nos últimos dois anos

Os Juristas Abdul Carimo, António Frangoulis, Alberto Nkutumula e Justino Tonela foram unânimes em afirmar que o desempenho do PGR, Agusto Paulino, nos últimos dois anos, foi bastante positivo.

Para Abdul Carimo, Dir. da Unidade Técnica de Reforma Legal, a procuradoria encontrou o seu caminho. Segundo este jurista, a procuradoria tem tido, nestes últimos dois anos, muitas iniciativas no sentido de responder as preocupações de diversas índoles COM RIGOR, QUALIDADE E RESPEITO PELOS DIREITOS DA LIBERDADE.

Segundo António Frangoulis, ex-Director da PIC Cidade, até agora o desempenho do PGR é bastante positivo, entretanto ele reconhece que a acusação em relação “ao caso Siba-Siba Macuacua” foi fraca.

Alberto Nkutumula, Jurista, Docente Universitário, Comentador Televisivo e Bloguista, diz que o PGR ainda não teve tempo para fazer mais do que fez até agora. E afirma que dá nota positiva pela coragem demonstrada, pois ousou mexer com os chamados intocáveis.

A mesma posição é secundada pelo Jurista Justino Tonela. Para Tonela, olhando pelos processos que tem vindo a analisar, notaremos que os resultados alcançados pelo PGR são visiveis e positivos.

Fonte: o pais, 31 de Agosto de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Guebuza volta a ser Reconhecido pela Comunidade Internaciobnal

Celebrando um prémio para Guebuza

Por: Heitor Jacob Nkomo

É sempre com grande satisfação que se toma conhecimento de que o Presidente Armando Guebuza recebeu o prémio africano de promoção do género. Trata-se do prémio “Nandi”, uma estatueta inspirada na história de uma mulher africana que enfrenta desafios na vida social, política e económica.
O prémio, decidido em Janeiro último, em Addis-Abeba, na Etiópia, foi atribuído pela organização “Femmes Africa Solidarité”. A Presidente desta organização, Bineta Diop, justificou a decisão referindo que Moçambique saiu muito recentemente de um conflito armado mas tem se destacado, mais do que muitos países africanos, na promoção do género, para além de que é um raro exemplo de territórios que conseguem manter a paz. Diop reconheceu, por outro lado, que sem a liderança aberta do Presidente Armando Guebuza “não estaríamos aqui, hoje, a reconhecer este feito”.
Este prémio, ao homenagear o Presidente Guebuza, homenageia a imagem do partido de que é líder e homenageia a imagem de um país que, ao longo de mais de quatro décadas, Guebuza e os seus companheiros vêm moldando, construindo e aperfeiçoando. E nessa titânica tarefa, o Presidente Guebuza esteve sempre na primeira linha.
Quando em 2003 Armando Emílio Guebuza foi escolhido pelos seus companheiros para substituir o insigne diplomata e estadista que é Joaquim Chissano, a esperança dos moçambicanos por um futuro melhor de progresso e desenvolvimento foi renovada. Os moçambicanos conheciam, afinal, com bastantes detalhes, a trajectória de Guebuza. Ainda com tenra idade, como dirigente do NESAM, Armando Guebuza inspirou os seus companheiros a manterem-se ligados às suas raízes.
Quando toda a máquina psico-social do regime colonial insistia num ensino alienante, que procurava subtrair os africanos da sua história e da sua cultura, Guebuza e seus condiscípulos, rapazes e raparigas, empenhavam-se na recuperação do Xigubo, do Ndlhama, do Muthimba, do Limbondo, do Mapiko, do Makwhay, da literatura africana consubstanciada nos Karingana Wa karingana e na canção moçambicana. O mérito desta acção deve ser vista tendo em conta o poder da propaganda colonial que fazia com que, qualquer jovem que entrasse no primeiro ciclo do ensino secundário passasse a ter vergonha de falar a sua língua (que os colonialistas chamavam língua de cão). Alguns tinham mesmo vergonha de apresentar suas mães que envergassem, por exemplo, a capulana ou o lenço.
O NESAN dirigido por Guebuza foi um verdadeiro centro de resistência contra a manipulação colonial. Não é, pois, de admirar quando muitos dos seus jovens membros, homens e mulheres, embrenharam-se na luta clandestina aquando da fundação da FRELIMO. Nesta opção voltou a destacar-se Armando Guebuza que, nesta fase, se notabilizou como um destemido combatente da clandestinidade.
O grupo de que Armando Guebuza fazia parte e que tentou chegar à Tanzania, via Rodésia, era constituído por jovens de ambos os sexos. Destacam-se neste grupo o próprio Guebuza, Ângelo Chichava, Milagre Mazuze, Josina Machel e Adelina Mocumbi. Já naqueles longínquos anos havia clareza de que a luta do povo moçambicano, para vencer, deveria contar com uma activa participação da mulher.
Com Samora, Chissano, Chipande, Mabote e outros combatentes Armando Guebuza simbolizou a recuperação da dignidade roubada pelo ocupante. A luta titânica pela libertação da nossa pátria e a epopeia do estabelecimento do primeiro Estado dirigido por moçambicanos figurarão na história universal como indómitas reivindicações protagonizadas por uma geração valorosa, altiva e resoluta. Foi rememorando esta trajectória de Guebuza que as esperanças dos moçambicanos foram renovadas aquando da sua eleição como Presidente da República.
As esperanças dos moçambicanos não foram defraudadas. A dinâmica liderança de Guebuza marcou diferença nestes últimos cinco anos. Peguemos apenas num exemplo. A transferência de recursos e poder para os distritos conferiu maior protagonismo às moçambicanas e moçambicanos. Esse protagonismo é visível ao nível político e, também, ao nível económico. No que concerne à mulher, a sua presença é visível nos Conselhos Consultivos, na chefia de postos administrativos, na administração de distritos, no governo de províncias, na chefia de ministérios, como deputadas, como embaixadoras. A mulher está, verdadeiramente, no centro do poder. Ao nível económico, a mulher beneficia enormemente da alocação dos sete milhões aos distritos. Uma parte importante dos projectos financiados são formulados e geridos por mulheres.
Como aconteceu durante a heróica luta pela independência, os moçambicanos sabem hoje que a luta contra a pobreza só será vencida se a mulher partilhar responsabilidades com o homem. Se ela, também, exercer o poder. Poder político e poder económico.
Fonte: notícias 31/08/09